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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Patriotismo desnecessário!

É tempo de carnaval, época do pecado, da “desordem” e da liberdade. Muitos aproveitam o feriado para viajar e conhecer os maiores carnavais do país, e diversidade é que não falta. Recife e Olinda com seus inconfundíveis blocos de rua, Rio de Janeiro e São Paulo com os desfiles das escolas de samba, enfim, tem pra todos os gostos.

Particularmente já viajei para vários lugares nessas datas festivas, inclusive nesse carnaval. E uma coisa que me irrita bastante (seguindo a linha do blog, claro) é o exerço do patriotismo em cidades terceiras.
Quer dizer, O cidadão olha o Catálogo, assiste a vídeos sobre o lugar, simpatiza, gosta do que viu e acaba indo visitar. Chegando ao lugar desejado, a primeira coisa que o individuo faz é o que? Colocar aquela camisa com o brasão do seu estado, boné e uma bandeirinha na mão com as cores características da terra natal.


– Alivia ae, é turismo, poxa! –

Que seja turismo. Eu até entendo a identificação com sua terra natal, Mas se você é tão patriota assim porque não curte as praias/baladas/feriados no seu lugarzinho amado?
Será que o cara não consegue só curtir o lugar visitado sem tentar alavancar o seu próprio? Isso me parece um peso de consciência por ter sido “infiel a sua terra”, tipo:


- Eu não passei o feriado na minha terra natal, mas estou aqui com essa bandeira representando, elevando minha terra a outro nível. Viu, conterrâneos...


Certa vez fui passar o réveillon em Pipa-PN, 2007/2008 mais precisamente. Lá todo mundo se concentra na rua principal da cidade, aguardando a proximidade da meia noite para descer em mutirão para praia. No meio desse processo, avisto uma bandeira enorme da Bahia em um mastro de quase 5 metros de comprimento.
Fico imaginando o que se passa na cabeça desse cidadão ao fazer a mala para viagem:

Serpentina? Confere!
Câmera digital? Confere!
Cuecas limpas? Confere!
Bandeira do meu estado de 7 metros quadrados com um mastro de Cinco de comprimento? CONFERE!


Aí você me manda deixar esse pessoal em paz, e eu ainda continuo dizendo o mesmo de sempre para eles: não me matem de vergonha!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Como curtir as prévias pessoense sem restrições.

As prévias de carnaval da capital pessoense é um dos mais divertidos da região, (mesmo sendo o estado da Rachel Oportunista Sheherazade) diferentemente do carnaval em si, que é pobre.
O pré-carnaval daqui é riquíssimo, dentre as várias atrações o diferencial fica por conta dos blocos de rua: Muriçocas do Miramar (O segundo maior bloco do mundo), o tradicionalíssimo "Cafuçú" e o "irreverente Virgens de Tambaú". Muita gente tem receio de ir aos blocos de rua, um dos motivos é o aumento da criminalidade e principalmente o baixo nível da decoração... A “classe” dos frequentadores, a ausência de desenvoltura estética. Vocês entenderam.
Abaixo descreverei brevemente cada um dos mais importantes blocos das prévias pessoense e provarei que tudo é questão de ponto de vista, que uma imagem pré-requisitada pode mudar toda essa distorsão. Essas dicas vão principalmente para os marmanjos alcoólicos de plantão, e ensina como extrair o máximo de cada bloco do Folia de Rua 2012:


Picolé de Manga - Mulheres de baixo poder aquisitivo e com ebriedade exalando.
O que beber? Cerveja e/ou "marvada", de preferência da saudosa marca: Pitú.


Virgens de Tambaú: Um espetáculo para as mulheres, lugar onde elas expõem o seu lado lésbico (a gente sabe que vocês têm.), ou seja, o fim da incessante busca pela sensibilidade que elas tanto procuram em nós.
O que beber? Run e/ou Cerveja!


Muriçocas do Miramar: O mais seleto de todos do Folia de Rua, (não proporcionalmente) As Muriçocas é aquele bloco que todo mundo vai, aquele que você reencontra amigos da infância e do ensino médio. Recomendo acompanhar os mais de 8 trios elétricos que são bastante animados. Além de divertidíssimos, a subida da avenida lhe dará condicionamento. Hehe
O que beber? Caipirinha/caipifruta e/ou cerveja!


Cafuçú: O charme do centro da capital paraibana é o diferencial do bloco. Apesar de que, em minha opinião, o "dificil" acesso ao centro da cidade limita a presença do público, sem falar nas ruas estreitas. Mas presumo que a mudança de local tiraria o glamour, a "classe" do bloco.
O que beber? Cafuçú é daquelas farras que é proibido tomar cerveja, sério. É indicado destilados e principalmente vinho.