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terça-feira, 1 de outubro de 2013

O motorista romancista.


Os profissionais que trabalham no serviço público mais privado existente são pessoas completamente singulares e simples. Eles te dão boa tarde, trocam suas moedas, ficam com aquele R$0,05 centavos se você não fizer questão de pedir e também passam direto do ponto deixando você pra trás se, sei lá, tiverem brochado na noite anterior.


E se tem uma coisa que os motoristas são, é xavequeiros. Sim, os caras não podem ver uma mulher bonita que oferecem logo de cara aquela parada fora do ponto pra facilitar o caminho da gata e consequentemente fazer aquela fita com elas.


Hoje aconteceu exatamente isso, o motorista era só sorrisos e hospitalidade para com a passageira esbelta (sim), mas ela não estava para jogo e friamente agradeceu.
Eis que entra em ação um tiozinho aposentado reclamão (AQUELE, sempre tem um) que, ao ver o desdém da moça, começou a explanar sua insatisfação com as “mulheres de hoje em dia”. Ele começou leve afirmando que as mulheres desse século só queriam homens tatuados, com piercing e não queriam nada com o motorista porque ele era um cara do bem e trabalhador. Mas a coisa foi piorando no tom e nas palavras. Afirmou que esses tatuados e furados de piercings eram vagabundos e mulher que gosta de vagabundo merecia morrer(calma, cara). E continuou dizendo que, quando via ~mulher de malandro~ morta no programa de Samuka, achava ótimo. Para indignação da ala feminina presente, a qual quase o linchava. Na parada seguinte o senhorzinho desce ao som de vaias das mulheres e agradecendo ao motorista inclusive o desejando sorte. (!!!)
A viagem segue e todos começam ver a situação com mais leveza e começam naturalmente a rir da situação, mas a descontração é interrompida pelo xaveco em voz alta que o motorista dá em umas das prostitutas da orla de Tambaú.

(Se pensou, pare. Esse texto não possui nenhum tipo(intenção) de preconceito de classes.)

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